terça-feira, 12 de novembro de 2013

GREVE NA REDE ESTADUAL CONTINUA


Em assembleia realizada nesta na tarde desta terça-feira, 12/11, na capital Belém, a categoria decidiu pela manutenção da greve. Aqui em Marabá a assembleia aconteceu às 18 horas no auditório da Escola Plínio Pinheiro, todos os presentes foram unânimes em ratificar o posicionamento de Marabá permanecer na greve até que o comando de greve na capital decida pelo fim do movimento.

Quarta e quinta-feira, a partir das 9 horas, estaremos acampados com barracas na calçada da 4ª URE. Pedimos a todos os companheiros que tiverem disponibilidade para comparecer ao local que venha engrossar essa briga.  

REFLEXÃO SOBRE A GREVE ESTADUAL

"Se o homem é formado pelas circunstâncias, torna-se necessário formá-las humanamente; se por natureza o homem é sociável, ele só desenvolve sua verdadeira natureza na sociedade." (Marx-Engels, a sagrada família cap. V)
 
A Greve na Rede Estadual de Ensino do Estado do Pará, ao invés de caminhar para seu fim parece rumo ao contrário. Os últimos atos do governo tem causado tamanha indignação nos servidores que pela primeira vez na história de nosso estado estamos caminhando para uma Greve Geral dos Servidores. Pelo menos quinze sindicatos prometem somar apoio ao SINTEPP na assembleia de hoje à tarde na ALEPA. O DETRAN e os Servidores da Saúde já estão em greve, a PM e os Bombeiros ameaçam paralisar suas atividades.
As circunstâncias atuais são desumanas e degradantes. Com um piso salarial miserável de R$ 1.567,00 transformado em teto salarial, a categoria da educação precisa lutar por penduricalhos para manter uma salario de subsistência. No programa MAIS MÉDICO do governo federal, um médico iniciante receberá uma bolsa de 10 mil reais, não que não seja justo, penso que é , poderia ser até mais, porque não o salário de um deputado para uma médico que se dispõe a ir para os rincões do pais? Todavia, o que causa indignação é saber que para mesma localidade um professor experiente é mandado com um salário muito inferior e sem nenhuma condição de trabalho. Por isso precisamos regularizar o SOME para que sejam garantidos minimamente os direitos de nossos companheiros.
A realidade de quem trabalha na Zona Rural não é menos desumana. Se imaginarmos um fato corriqueiro, realidade em vários escolas do estado, de professores e alunos em uma sala de aula sem nenhum sistema de ventilação, em um clima que pode passar dos 40º graus, teremos a convicção que essa é uma situação suportada por poucos animais irracionais. Se tomarmos como verdadeiro o pensamento Marx-Engels, teremos que concordar também com a impossibilidade de se formar profissionais qualificados, uma vez que acredito que metade da formação do professor vem com prática, em situações tão desumanas; nem muito menos conseguiremos formar cidadãos críticos capazes de alterara a sua realidade, a menos que mostremos a eles, os alunos, a atual situação humilhante a qual são submetidos.
Esse movimento grevista que hoje somam 51 dias, tem essa responsabilidade, uma vez que a pauta principal não é salário e sim melhores condições de trabalho. O professor que "pensa no aluno" deve se manter na vanguarda dessa greve. O professor que só pensa no seu mísero salario e com ele se conforma não luta, isola-se por isso não se desenvolve. Dessa forma, companheiros, devemos nos manter Unidos com a finalidade de tornarmos nossa realidade mais humana.
 

ENTENDA EM QUE PÉ ANDA A GREVE ESTADUAL


1. PAGAMENTO RETROATIVO DO PISO: não é verdade que o pagamento do retroativo do piso salarial seja o último ponto em negociação, tão ou mais importante quanto é a regulamentação da Jornada de Trabalho com ⅓ para Hora Atividade e o PCCR unificado, por exemplo.
A rigor, reafirmamos, a proposta do governo não responde às reais necessidades da escola e aos interesses dos trabalhadores. No caso do retroativo do piso, a dívida é de 2011, mas o governo se propõe a quitá-la somente em março/abril de 2015 e condiciona o pagamento ao aumento da arrecadação do Estado.

2. CORTE DO PONTO DOS DIAS PARADOS: O governo estadual ameaça cortar nosso ponto para poder pagar a contratação de professores temporários, mas não escreve uma vírgula sobre concurso público, essencial para a implantação da hora atividade. Apela para o assédio e a chantagem na tentativa criar discórdia entre nós educadores e, na mesma medida, entre a sociedade e a nossa classe.

3. DECISÃO DO SINTEPP:
O Sintepp continuará na luta pelos direitos não apenas de nossa categoria, mas de toda a sociedade de ter acesso à qualidade de ensino público, como estabelecido na CF/88. Os problemas de má gestão das contas públicas são de responsabilidade do governo do estado. Interessa-nos garantir educação pública de qualidade para nossos alunos, e isso sobretudo passa por melhores condições de trabalho e de salário, formação inicial e continuada, carreira, enfim, valorização profissional. Não vamos redesenhar o mundo para o governo Jatene, apenas não nos calaremos às injustiças deste estado. Educador não pode pagar as dívidas deste governo, Sr. governador.

AGENDA DA GREVE:
Assembleia Geral Extraordinária, hoje, 12/11, às 18 horas no auditório do Plínio Pinheiro.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

URGENTE - ASSEMBLEIA DA REDE ESTADUAL

A Coordenação do Sintepp, Subsede Marabá, convoca a todos os servidores da Rede Estadual de Ensino para uma assembleia extraordinária urgente, que acontecerá amanhã, dia 12/11, às 18 horas no Auditório do Plínio Pinheiro.
Não falte, sua participação será de extrema importância.

A Coordenação

NOSSA HOMENAGEM AO COMPANHEIRO RAIRI


O blogger está de luto diante da triste notícia da morte de nosso amigo e companheiro RAIRI, ícone para muitos que passaram pelo Campus I da Ufpa. Dono de uma copiadora no Campus, Rairi estudou letras depois migrou para o curso de direito, no qual se formou. Atualmente era Oficial de Justiça, da justiça federal, seu enterro está marcado para às 17 horas no cemitério da Saudade na Folha 29, Nova Marabá.