sexta-feira, 6 de setembro de 2013

GREVE MUNICIPAL EM BELÉM CASO VAI AO MINISTÉRIO PÚBLICO

4º ida
Legenda: Reunião com comunidade escolar

Na manhã desta quinta-feira (5) o Comando da Greve (CG) dos trabalhadores (as) em educação da Rede Municipal de Ensino de Belém esteve no Ministério Público do estado do Pará (MP) buscar ajuda para frear as inverdades do prefeito ‘Zeraldo’ Coutinho (PSDB).

O prefeito além de não negociar com a categoria o fim da greve, iniciada no último dia 02, está usando a mídia e ‘seus apadrinhados’ para ameaçar os (as) trabalhadores (as) e confundir a população com mentiras sobre a remuneração dos profissionais em educação.

Como a pauta dos (as) educadores (as) está longe de se meramente econômica, o Sintepp protocolou três representações junto ao MP contra os atos ilegais praticados pela PMB.

A violação de direitos foi detalhada na primeira, tendo como embasamento a comprovação do não pagamento do PSPN ao grupo do magistério, o que fere inclusive a determinação federal aprovada há mais de cinco anos, através da Lei do Piso.

Com a segunda, o sindicato apresentou a denúncia da postura aterrorizante do prefeito ‘Zeraldo’ e da secretária municipal de educação Nely Rocha que estão cometendo atitudes de coação contra os (as) trabalhadores (as) em educação de nossa capital, configuradas nas ameaças de corte do ponto, de não pagamento dos salários e de apresentação de avaliação negativa dos (as) trabalhadores (as) em estágio probatório. Tais ações violam a lei de greve reconhecida por tribunais superiores como STF e STJ.

Na terceira representação o Sintepp solicitou que o MP tome as providências legais contra as senhoras Felícia Asmar e Aurea Silva (funcionárias da Semec) por terem impedido o coordenador do Sintepp, professor Maurilo Estumano, de adentrar ao ambiente escolar para realizar atividades sindicais, ato que também fere a constituição de nosso país.

Acompanhada de um grupo de cerca de 30 trabalhadores (as) a coordenação do Sintepp foi recebida em audiência pela promotora da educação do MP, Graça Cunha. Foram expostos à promotora os motivos que levaram os (as) trabalhadores (as) em educação da rede municipal de ensino de Belém a deflagrarem greve.

O CG também denunciou as várias ações orquestradas pela administração municipal, através de notas exibidas nos meios de comunicação de grande circulação em nossa cidade e o assédio moral praticado por diretores (as) de escolas e UEIs, que objetivam intimidar e coagir a categoria em greve.

A pressão é grande, por isso o CG solicitou à promotora que providências legais sejam tomadas contra as ameaças da PMB de não pagamento dos salários dos trabalhadores (as) em greve, pois a greve não foi julgada abusiva ou ilegal pelo poder judiciário, logo o prefeito não possui fundamentos para ameaçar ou realizar descontos na folha ou corte de ponto.

De modo geral, Graça Cunha respondeu positivamente e se mostrou conhecedora dos muitos problemas enfrentados pela educação pública municipal de Belém e do estado do Pará. Ela se mostrou disposta a cobrar do poder público municipal soluções aos problemas e o atendimento às reivindicações da categoria, chegando a sinalizar a possibilidade do MP tomar medida cautelar para coibir a PMB, caso se efetive o desconto dos dias de greve.

O Sintepp encerrou a reunião reafirmando os principais pontos reivindicados pela categoria, a fim de que o MP acione a PMB a cumpri-los, para que assim se encerre o movimento grevista.

Para o CG a atividade no MP foi positiva, em especial pela garantia de apoio e consenso quanto a legitimidade de nossas reivindicações. Seguimos fortalecidos e repetimos: ‘Zeraldo’ não nos intimida. A defesa da educação pública com qualidade social de VERDADE é a motivação de nossa luta.

Paralelo à atividade no MP, os (as) trabalhadores (as) mantiveram as reuniões por distrito e a organicidade da categoria é crescente, confirmamos os 70% de adesão ao movimento previstos na lei da greve e a comunidade se mantem nos apoiando. Amanhã as reuniões continuam e nos espaços escolares a demanda é de preparação de faixas e cartazes para o grito dos Excluídos, que ocorre no sábado (7), com concentração às 8:00h, no CAN.

Quando a situação é grave, o jeito é construir a GREVE!

Não há conquista sem luta!

As mentiras de ‘Zeraldo’ não nos intimidarão.

Junte-se às nós, construa o Sintepp pela base

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

RESGATE DE NOSSA HISTÓRIA DE LUTA

ESSA JÁ ESTÁ NA HISTÓRIA

O SINTEPP em 2013 comemorou 30 anos de sua fundação na Estadual. Aqui no município de Marabá, estamos fazendo 29 anos, dede que foi realizada a Assembleia com a categoria para transformar a antiga Associação em uma subsede do SINTEPP. Através de atas e documentos que temos arquivados na subsede, pretendemos fazer um resgate histórico dos principais momentos de Luta dessa categoria. Para isso, gostaríamos de contar também com o arquivo pessoal de cada companheiro que fez parte dessa história. Quem tiver fotos, documentos, ou memórias dos momentos importantes da luta realizada ao longo desses 29 anos, entre em contato com a Secretaria Geral do Sintepp e fale com a companheira Joyce Rebelo  (92058434) ou com o companheiro Aurismar Queiroz (92012468). 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Companheiras de luta! Pátria amada, tuas filhas não fogem à luta!

Participação no Primeiro Congresso Nacional da UNIDOS PRA LUTAR que aconteceu em agosto desse ano de 2013.

JOYCE REBELO (DIREÇÃO DA SUB SEDE DO SINTEPP - MARABÁ/PA)

"A Unidos Pra Lutar tem o desafio de ajudar na construção de uma nova direção para os trabalhadores brasileiros. Uma direção que enfrente o governo e os patrões, que tenha autonomia e independência do governo, do estado e dos partidos políticos. Uma direção Internacionalista".


SILVIA LETÍCIA (SECRETÁRIA GERAL DO SINTEPP - PARÁ)

"Os trabalhadores em Educação Pública foram os que mais lutaram nos últimos anos contra os governos de plantão. Nossa luta não foi só por salário digno, melhores condições de trabalho e contra o assédio moral, nossa luta foi essencialmente por uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade para a população pobre de nosso país".

TRAZIDO OU TRAGO

Os verbos possuem três formas que atuam como se fossem nomes: infinitivo, gerúndio e particípio. São as chamadas formas nominais dos verbos.
Veja
Infinitivo
Gerúndio
Particípio
Amar
Amando
Amado
Correr
Correndo
Corrido
Pedir
Pedindo
pedido

Veja que o infinitivo termina em -ar, -er, -ir, o gerúndio em -ndo e o particípio em -ado ou -ido.
Assim diz-se:
Eu preciso falar com você. (infinitivo)
Eu estou falando com você. (gerúndio)
Eu havia falado com você. (particípio)

O problema acontece com os verbos abundantes, aqueles que possuem duas formas para o particípio: uma dita regular, por seguir a regra, outra irregular que foge à regra.
VEJA A TABELA ABAIXO TRAZ ALGUNS DESSES VERBOS


VERBO ABUNDANTES
PARTICÍPIO
REGULAR
IRREGULAR
aceitar
aceitado
aceite ou aceito
acender
acendido
aceso
enxugar
enxugado
enxuto
gastar
gastado
gasto
afeiçoar
afeiçoado
afeto
agradecer
agradecido
grato
Convencer
convencido
convicto











Para se usar a forma regular ou irregular, deve-se seguir a regra abaixo:


  1. COM OS VERBOS TER E HAVER: usa-se o particípio regular.

Exemplo: Eu havia aceitado o acordo naquela ocasião.
               Eu teria aceitado o acordo naquela ocasião.
               Ele havia gastado todo o dinheiro da arrecadação

     2. COM OS VERBOS SER E ESTAR: usa-se o particípio irregular.
Exemplo: Eu teria aceito o acordo naquela ocasião.
               O acordo seria aceito naquela ocasião.
               Está gasto todo o dinheiro da arrecadação.

O verbo trazer, tema principal dessa aula, não é aceito pela norma culta como um verbo abundante. Portanto, só possui o particípio regular, trazido. A forma "trago" usada para indicar o particípio desse verbo, é um uso oral informal da língua.
Segundo a norma culta a forma trago está errada.
Exemplo: Eu havia trago o livro se você tivesse pedido. 

 O correto, segundo a norma culta é dizer e escrever "trazido".
Exemplo: Eu havia trazido o livro. 
Essa forma soa estranha aos nossos ouvidos porque lembramos de "fazido" particípio regular, usada erradamente no lugar de "feito".
RESUMINDO: trazido está correto, fazido está errado. 

SOB PRESSÃO GOVERNO APROVA PROJETOS


A JOGADA É CLARA, DESMOBILIZAR O MOVIMENTO DO DIA 7 DE SETEMBRO

Nem bem soube da assembleia que aconteceu ontem, o governo resolveu apressar a aprovação de alguns projetos relativos à educação, projetos esses que já estavam caducando nas gavetas dos vereadores. Entre eles estão aqueles que viabilizam a eleição para diretor de escola e o da suplementação da carga-horária para 280 horas. O problema é que foram feitas alterações nos projetos originais.
  • ELEIÇÃO PARA DIRETOR
No projeto que viabiliza a eleição para diretor, a proposta inicial, apresentada pelo sindicato, era que qualquer professor pudesse concorrer desde que fosse formado em pedagogia ou tivesse especialização em gestão e ainda, para a situação em que o servidor esteja em estágio probatório, como é o caso de muitos pedagogos da rede municipal de Marabá, deve ter experiência em docência como reza a LDB em seu artigo 167, VI, parágrafos 1º e 2º. A Câmara aprovou que apenas aqueles que já tenham cumprido o seu estágio probatório (pedagogo ou especialista em gestão) possam concorrer. O líder do governo, em ligação telefônica, garantiu rever esse item antes da sansão da lei pelo prefeito, na sessão de hoje, quarta-feira, 04/09.


  • SUPLEMENTAÇÃO DA CARGA-HORÁRIA
O SINTEPP apresentou em mesa de negociação no começo do ano, a proposta de suplementação de carga-horária, como forma de diminuir os gastos com contratação de professores. Na Zona Rural, por exemplo, as vezes há 230 horas de determinada disciplina, a prefeitura teria que lotar dois professores, um com 200 horas e outro contratado com 30 horas. Isso acontece também na Zona Urbana. A ideia era que em qualquer disciplina o professor pudesse pegar até 280 horas, isso evitaria a contratação de professor. Cabe lembrar que o patronal pago pela prefeitura por um servidor contratado custa duas vezes mais que o patronal de um servidor concursado. A Câmara aprovou, mas com restrições para a Zona Urbana, onde somente em cinco disciplinas poderá ser feita a suplementação, dentre elas estão história e geografia.


Segundo informou o líder do governo, a Câmara autorizou também a contratação de 25 motoristas devidamente habilitados para o transporte escolar. Essas aprovações todas, feitas às pressas, só mostra uma coisa: faltava vontade política de fazer a coisa acontecer.
O nosso movimento para o dia 7 de setembro está confirmado, não vamos recuar nisso. Solicitamos aos companheiros, que por motivo de planejamento da escola, não puderem estar conosco nessa marcha e que vão participar do desfile oficial, que usem um lenço preto em protesto e apoio ao movimento.