terça-feira, 16 de outubro de 2012

Rede Estadual de Ensino deve parar em Marabá!




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DIA DO PROFESSOR - HÁ O QUE COMEMORAR?


É verdade que aqui em Marabá tivemos sim avanços significativos para o professor. Negar isso seria cometer uma tremenda injustiça a essa (des)administração que está saindo. Seria até negar a própria luta sindical, que desde 2003 vinha amargando a aprovação, sorrateira, de um plano de carreira que reduziu em 50% o salário do magistério (Isso aconteceu na gestão Tião-Kátia). A gestão Maurino-Disney-Neles, em termos de educação, sai de alma quase lavada. Todavia, ao contrário do que se há de pensar, o mérito não foi deles, somente, o Sintepp teve uma atuação decisiva nisso tudo.
O professor Antonio Disney (Reizinho mandão, Pequeno Polegar, Déspota Esclarecido... foram tantos os epítetos) foi o grande articulador na Semed durante esses quatro anos que se findam. Legislou em causa própria? Talvez. Porém a sua luz clareou 70 servidores que estavam sem energia. Quis, brigou e abriu caminho para a aprovação do PCCR. Esse Anjo de Luz brilhou tão forte que ofuscou a parca luz de quem entrou mudo e saiu Calladinho.     
Nada disso teria acontecido, todavia, se o Sintepp não tivesse pego o calcanhar de Aquiles do prefeito Maurino Magalhães. Esse exagera nas extravagâncias para encobrir um grande complexo, pensou eu, de inferioridade. Ele necessita de aplausos, de elogios, mas os primeiros anos de sua administração foram terríveis, ele quis dá uma de durão. Como disse Erasmus de Rosterdam, em O Elogio a  Loucura, "Quem não tem quem o elogie, elogie-se   a si mesmo". Quem não lembra das sonoras vaias que Maurino levou, orquestradas pelo Sintepp, na visita do então presidente Lula a Marabá em 2009? Ele nunca esqueceu, e deveras ficou magoado. Lembro de uma lotada assembleia que o sindicato realizou no auditória da Secretaria Municipal de Saúde, naquele dia ele disse: "vamos passar uma borracha nisso tudo, vamos começar do zero". De fato, dai por diante criou-se a mesa permanente de negociação, criou-se várias comissões: do PCCR, do RJU, da Criação do Instituto de Saúde do Servidor. 
Todas essas conquistas foram para o ralo pela sua falta de administração. A cidade virou um lixão a céu aberto. Os benefícios dos servidores estão todos atrasados. Os cartões e convênios foram todos cortados. A administração do Maurino pode ser comparada a uma cidade que cresce explorando de forma desordenada a natureza. É um desenvolvimento que não se sustenta. Ainda bem que restam apenas dois meses, e quinze dias. 
Temos o que comemorar? 

domingo, 14 de outubro de 2012

OSWALD DE ANDRADE E A POESIA PAU-BRASIL


Entender a importância que teve Oswald de Andrade para a renovação de nossa poesia é necessário primeiro entender um pouca da poética clássica. Simplificando o termo poética podemos dizer que seja o conjunto de normas e regras a serem seguidas como cânones em determinadas épocas. A poesia clássica é marcada principalmente pelo uso de temas clássicos e formas fixas de poemas (soneto, elegia, ode, rendol, etc). Além de se manter fiel a uma série de normas quanto a temática e as formas, o poeta deveria seguir a risca a medida dos versos. Dentre as medidas poéticas, ou metrifica, as mais usadas foram as redondilhas menor, com versos de cinco sílabas poéticas, as redondilhas maior com sete sílabas poéticas, os versos decassílabos, ou medida nova com dez sílabas poéticas, e os versos alexandrinos com doze sílabas poéticas.   Para se ter uma ideia do que isso significa, basta lembrar que Os Lusíadas, de Luis Vaz de Camões, que é um poema épico, possui 8.816 versos, todos eles são versos decassílabos.
O Movimento Modernista, que no Brasil seu ápice foi a Semana de Arte Moderno, teve como aspiração romper com toda essa forma de fazer poesia. Uma das novidades desse movimento foi o verso livre, idealizado pelo movimento Futurista europeu, versos que não seguiam nenhuma medida. Muitas das inovações das chamadas Vanguardas Europeias haviam sido incorporadas pelos poetas brasileiro. Isto é, nós estávamos pretendendo uma renovação nas nossas artes, mas importando ideias da Europa. 
Justamente por perceber isso que, Oswald de Andrade tornou-se um grande ícone nesse momento de nossa literatura. Ele junta um grupo de poetas e cria um movimento chamado de O Movimento da Poesia Pau-Brasil. Nome meio esquisito esse, não? Esquisito sim, todavia com uma grande simbologia. Ele é quem dá a explicação: "Pensei em fazer uma poesia de exportação e não de importação, baseada em nossa ambiência geográfica, histórica e social. Como o pau-brasil foi a primeira riqueza brasileira exportada, denominei o movimento de Pau-Brasil". Em 1925, lança em Paris os pilares dessa sua poética, por assim dizer, no livro Pau-Brasil e em 1927, em Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade. "...queria uma poesia primitiva, correspondente ao exotismo europeu, pelo qual optara em rejeição a cubismo e super-realismo". (RAMOS, A Literatura no Brasil - Era Modernista). 
Ao invés dos temas clássicos,  a mitologia grega-romana, por exemplo, Oswald vai buscar o primitivismo brasileiro. Com essa intenção é que versifica trechos da carta de Pero Vaz de Caminha. Veja uma estrofe abaixo em versos livres:

"Há águias de sertão
E emas tão grandes como as de África
Umas brancas e outras malhadas de negro
Que com uma asa levantada ao alto
Ao modo de vela latina
Correm com o vento."

Genial, não? José Oswald de Andrade nasceu em Saõ Paulo no ano de 1890, formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo em 1919. Mas foi como escritor de literatura que se consagrou. Dirigiu O Homem do Povo, fundou O Pirralho e foi um dos chefes organizadores da Semana de Arte Moderna. O que mais dizer desse homem agoniado e inquieto? Panfletário, crítico, ensaísta, romancista, contista, poeta, polemista. 

Bibliografia Consultada
A Literatura no Brasil / direção de Afrânio Coutinho; co-direção Eduardo de Faria Coutinho. - e ed. rev. e atul. - São Paulo: Global, 1997.

De Nícola, José, 1947 - Análise e Interpretação de Poesia / José de Nícola, Ulisses Infante - São Paulo: Scipione, 1995. - (Coleção margens e texto)

sábado, 13 de outubro de 2012

ELEIÇÕES MUNICIPAIS - O QUE ESPERAR DOS ELEITOS?

Fonte Imagem:http://www.diariodosertao.com.br

Pedi a meus alunos do ensino médio noturno que fizessem um texto dissertativo-argumentativo com esse tema. Dificuldades a parte, a galera soube o que dizer: vejam alguma das ideias.
"Que o prefeito e os vereadores possam fazer um trabalho mais voltado para a sociedade, principalmente nas áreas de saúde, educação e segurança." Domingas Oliveira (2º ano B)
"Eu espero dos eleitos o que eles prometeram, os vereadores prometeram lutar pelas causas do povo de Marabá, e cobrar do prefeito tudo aquilo que eles verem de errado. Eu espero do prefeito mais saúde, educação e limpeza da cidade". Edna da Silva Santos (2º ano B).
"Pra falar a verdade a gente não espera que eles cumpram tudo que prometeram, pois sabemos que a maioria das promessas não podem ser cumpridas, mas seria muito bom se dessa vez não tivesse tantas falcatruas da parte desses políticos". Crislane da Silva Torres (2º ano C).
"Eu espero sinceramente que os eleitos cumpram o que eles prometeram à população e que realmente eles tenham a capacidade e vontade de trabalhar para mudar a nossa cidade que está totalmente abandonada pelo poder público atual". Maria Aparecida  (2º ano B).
"Que esses políticos possam lembrar das pessoas não só nas eleições, mas sim depois também, que eles possam criar planos melhores para o desenvolvimento da cidade, isto é o que o povo espera." Wenderson Souza (2º ano D).

O recado está dado. Cumpra-se!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIZEM AS MÁS LÍNGUAS QUE:

A ex-secretária de educação Kátia Américo, andava brava que nem uma juíza de futebol de seção em seção acompanhada de um advogado no dia das eleições procurando quem estivesse fazendo boca de urna, quando via algo suspeito gritava aos quatro ventos: POLÍCIA FEDERAL, POLÍCIA FEDERAL!!!

O velhinho que na propaganda do 22 dizia que o presidente Lula havia sido "o mió prisidente do mundo" andava reclamando que "home, só me pagaro uma veiz e todo dia colocam essa propaganda na televisão".

O Tião Miranda está em crise em Belém e que o problema dele começou nas eleições de quatro anos atrás quando o João, candidato indicado por ele naquela época, perdeu feio para o Maurino, como ele, o Tião, estava sem mandato entrou em crise depressiva, mas quando ganhou para deputado levantou a sua autoestima, no entanto com a derrota do dia 8 de outubro, a crise voltou. Por bem ou por mal, vamos desejar melhoras para a saúde do depressivo para que ele cumpra o seu mandato de deputado faz-nada.

Dizem as más línguas, eu mesmo não disse nada.